Veneza, a cidade das artes
Na ocasião da Bienal, a cidade italiana oferece inúmeras mostras de importantes artistas em programações paralelas ou exibições dentro da 59a. Exposição Internacional de Arte.

Além de “Leite dos Sonhos”, organizado pela Biennale di Venezia e das mostras realizadas por 79 países, a programação da 59a. Exposição Internacional de Arte contempla mais 30 eventos colaterais, espalhados pela cidade, que abriga ainda inúmeras exibições promovidas por outras entidades. FLO Magazine selecionou seis mostras imperdíveis. Parte dos eventos colaterais da Bienal, “Times Reimagined” compreende 40 relevos em Hanji (papel coreano feito com as fibras da amoreira), esculturas e instalações produzidas pelo coreano Chun Kwang. O artista molda peça por peça, segundo a tradição da medicina coreana, que embrulha as ervas medicinais em pequenos pacotes, formando um sólido com duas faces triangulares. Ele as colore, fixando-as de modo que formem a figura projetada. Na foto acima, a obra “Agregation”. No Palazzo Contarini Polignac. Foto Alice Clancy/CKY

Em torno de 40 obras compõem “Silicon Dioxide”, mostra do artista inglês Tony Cragg que reproduz sua capacidade de se comunicar através do vidro. A exposição traça as etapas mais significativas da sua carreira, começando pelas assemblages, obras de grande escala onde pequenos grupos de objetos são justapostos e sobrepostos. Na foto, “Blood Sugar” (1992). No Museo del Vetro di Murano.
Foto Michael Richter
A exposição colateral à Bienal “Louise Nevelson. Persistência” apresenta o trabalho da artista ucraniana. Pioneira na arte site-specific e instalação com suas esculturas de madeira monocromáticas, ela recorria a peças de descarte, como partes de móveis, caixas, ferramentas etc para produzir as esculturas. A exposição inclui mais de 60 obras criadas entre as décadas de 1950 e 1980. Na foto, “Venice Night”. Na Procuratie Vecchie, na Piazza San Marco.
Foto Lorenzo Palmieri
Famoso por experimentar os limites e a materialidade do mundo visível por meio de obras que estimulam o espectador a interagir emocionalmente, o indiano Anish Kapoor ganhou duas grandes mostras em Veneza. A Gallerie dell'Accademia apresenta a retrospectiva de Anish Kapoor com trabalhos fundamentais, desde as primeiras esculturas a obras inéditas criadas com Kapoor Black, inovação nanotecnológica tão escura que absorve mais de 99,9% da luz visível. Graças a ela, formas aparecem e desaparecem diante de nossos olhos. Já no Palazzo Manfrin, uma seleção de trabalhos de grande escala que desafiam qualquer definição tradicional. Na foto, “Mount Moriah at the Gate of the Ghetto” (2022), exposta no palácio. Ambas ficam em cartaz até 9/11.
Foto David Levene/ Anish Kapoor
Organizada pelo The PinchukArtCentre, a exposição “This is Ukraine: Defending Freedom” é dividida em duas partes. A primeira conta com obras de artistas que ainda vivem na Ucrânia, mesmo em guerra. Na segunda, obras de artistas ucranianos que vivem fora do país e colegas internacionais que se juntaram na batalha pelo fim da guerra. Entre eles, Damien Hirst, Olafur Eliasson, Marina Abramović e JR. Na foto, "Max in the army Series” (2022), do ucraniano Lesia Khomenko, produzido durante residência no Castelo de Ujazdowski, em Varsóvia. Na Scuola Grande della Misericordia.
Foto Pat Verbruggen/ PinchukArtCentre
A Peggy Gugghenheim Collection apresenta “Surrealismo e magia. A modernidade encantada“, com curadoria Gražina Subelytė. Trata-se da primeira mostra inteiramente dedicada ao interesse dos surrealistas por magia, alquimia e ocultismo. São cerca de 60 obras de 20 artistas provenientes de 40 prestigiosos museus e coleções privadas. Na foto, “Grandmother Moorhead’s aromatic kitchen“ (1975), de Leonora Carrington.
Foto Fei Xu/ Peggy Gugghenheim Collection